Você não sabe o que fazer da vida? Simples: apenas dance. Você veio aqui só pra isso: dançar. Esqueça o resto. Nada mais importa. A velha expressão "ter jogo de cintura" esconde uma grande verdade.

Você quer fazer, quer controlar, conduzir a vida, mas está enganado. Pare de ser um "fazedor". Solte as rédeas, abandone a ilusão de controle e simplesmente dance. Você nunca esteve no comando, não sabe como conduzir essa dança, deixe-se levar, acompanhe e divirta-se. Libere os quadris endurecidos por conceitos, normas e padrões e solte-se, não poderia te dar um conselho melhor. Está na hora de aprender os passos dessa dança chamada vida. Esqueça a obsessão pelas formas perfeitas, isso é muito apolíneo. Se jogue no vazio, seja espontâneo, criativo, não tenha medo de participar dessa festa dionisíaca. Cultive alegria - custe o que custar. Nada é mais poderoso do que isso.

A vida é uma sinfonia belíssima. Mas você não a ouve, porque deixou de viver, está criando uma realidade paralela, com um personagem qualquer, perdido em tramas dramáticas. Deixe de querer ser algo, alcançar algo, solte-se e dance, meu amigo. Você virou um cadáver funcional, amarrado às preocupações e ansioso por conquistas inúteis.

Não percebeu que perdeu os movimentos. Paralisado, enrijecido, escravizado pelas próprias certezas. Você virou um cintura-dura. Esqueceu como se dança. Suas dores nas costas, sua fraqueza, seu desânimo, tudo isso é o resultado dessa falta de entrega.

Aprenda a dançar. Só acredite em deuses que saibam dançar. Qualquer um que não saiba, não deve ser levado a sério. Quando você entende o ritmo universal, tudo o que resta é se mover com ele - em sintonia.

Se te chamarem de louco, não se abale. Continue dançando. Você não tem culpa por eles não ouvirem a música que você escuta. Eles é que estão surdos. Eles é que estão mortos. A vida é uma festa. A vida é uma balada. Cada movimento seu precisa ser impulsionado pelo ritmo do Tao. Deixe a vida conduzir essa dança. Aceite o convite. Deixe-se levar pelo seu verdadeiro proponente.

Chegou a hora de vivermos em profunda integração com a natureza. Como a folha que cai da árvore, é levada pelo vento ao rio e segue com a correnteza até o oceano da transcendência.